Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

HOMENAGEM POÉTICA DE FERNANDO PESSOA

              A CESÁRIO VERDE

 

                     

 

   «Ao entardecer, debruçado pela janela,

  E sabendo de soslaio que há campos em frente,

  Leio até me arderem os olhos

  O livro de Cesário Verde.

 

  Que pena que tenho dele! Ele era um camponês

  Que andava preso em liberdade pela cidade.

  Mas o modo como olhava para as casas,

  E o modo como reparava nas ruas,

  E a maneira como dava pelas coisas,

  É o de quem olha para as árvores,

  E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando

  E anda a reparar nas flores que há pelos campos...»

 

                                       Alberto Caeiro, Poemas

 

                                       

 

 Ah o crepúsculo, o cair da noite,

 o acender das luzes nas grandes cidades

 E a mão de mistério que abafa o bulício,

 E o cansaço de tudo em nós que nos corrompe

 Para uma sensação exacta e precisa e activa da Vida!

 Cada rua é um canal de uma Veneza de tédios

 E que misterioso o fundo unânime das ruas,

 Das ruas ao cair da noite, ó Cesário Verde, ó Mestre,

 Ó do «Sentimento de um Ocidental»!

 

                                      Álvaro de Campos, Poesias

                                              

post-scriptum às 21:21

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Este blog persegue os objectivos do «Plano Nacional de Leitura» e promove, paralelamente, a participação da Escola Secundária de Palmela no «Projecto Ler Consigo» da Associação de Professores de Português/APP.

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