Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

CESÁRIO VERDE - RODA DE LEITURA

                                                                              

 

Esta “Roda de Leitura” foi sem dúvida uma das melhores em que participei!

Achei a ideia da apresentação e leitura dos poemas por parte dos alunos muito engraçada e divertida. Um dos aspectos mais interessantes foi o facto de ter havido uma grande diversidade de poemas lidos, alguns deles para mim até á data desconhecidos. Foi assim uma aula diferente, em que podemos apreciar as diferentes leituras e interpretações que cada aluno fazia do poema escolhido. Achei também muito interessante o facto de haver diversas opiniões relativamente aos poemas de Cesário Verde, alguns alunos preferiram ler poemas relacionados com a mulher natural, onde predominavam os sentimentos puros e verdadeiros, outros escolheram a mulher fatal, preferindo demonstrar a extrema atracção e o desejo que essa mulher despertava no poeta.
A musicalidade, a expressividade, e a inspiração estiveram sem dúvida alguma presentes em todos os alunos, tendo sido esta "Roda de Leitura” não só uma forma de aprendizagem mas também de convívio, esperando assim que se dê no próximo ano lectivo continuidade a esta actividade.

Janaína Maurício - nº 10 - 11º B

 

 

 


 A última “Roda de Leitura” foi interessante; marcou muito pela diferença.
Acabou por ser divertido, para alguns, demonstrar as suas brilhantes potencialidades na leitura interpretativa/expressiva. É curioso percepcionar como divergem as opiniões relativamente à selecção dos poemas de Cesário Verde, consoante as temáticas que estes abordam. Este facto, efectivamente, só veio mostrar o quão subjectivas são as nossas sensibilidades artísticas.
Espero, muito sinceramente, que “rodas” como esta se repitam num futuro próximo. Já que houve tanta expressividade e inspiração, para o próximo ano porque não interpretar textos dramáticos?...

De qualquer forma, é importante dar continuidade a estas actividades, não só pela vertente didáctica, mas também pela vertente de socialização.

Sílvia Diniz - nº 23 - 11º B

 

 

 

 

Esta "Roda de Leitura" inserida numa aula de Português foi algo único, muito especial, e até essencial para compreender e conhecer, de maneira mais abrangente, a obra de Cesário Verde, pois

Nada melhor, que poemas declamar
para neles se conseguir expressar
o que a alma não consegue calar
mas o coração anseia esconder.


O pior foi ter de escolher,
entre tantos, um único poema
que se iria tornar nosso lema,
nossa imagem própria de Cesário.

Porque a poesia é algo que nasce com o ser, e cada poeta tem sua magia, no futuro espero que se repita esta fabulosa ideia da "Roda de Leitura", com versos de Pessoa, porque...
                                                      A poesia, é a chama da maresia!
                                                      A dor do coração!
                                                      A vida transbordando de emoção!
                                                      Poesia, é a minha paixão...

Também acho que seria bastante interessante que no próximo ano fosse realizada uma "Roda de Leitura" baseada no Memorial do Convento de Saramago, pois nada melhor para incentivar a leitura do que esta grande obra, em que a critica é feita com grande mestria e cuja história é simplesmente fabulosa.


Ana Cruz - nº 2 - 11º B

 

 

 

 

Esta "Roda de Leitura" foi sem duvida a mais dinâmica em que participei!

De modo subjectivo, cada aluno interpretou o poema escolhido com toda a expressividade e sentimento possível, assistindo-se a interpretações repletas de bastante qualidade.
Gostei bastante desta "Roda de Leitura" pois sempre foi do meu agrado ler poemas em voz alta e é sempre um prazer partilhar leituras com colegas e professores.
Tal como as minhas colegas, também eu gostaria de realizar mais Rodas de Leitura deste género pois deste modo os alunos debruçam-se sobre os textos em causa, conseguindo interpretar e perceber melhor o que o autor pretende transmitir.
Estas Rodas de Leitura também têm o seu lado lúdico; tornam-se em aulas completamente diferentes e muito mais participativas e proporcionam aos alunos uma aprendizagem mais eficaz. E assim os alunos têm um maior empenho e interesse em perceber os textos que estão a ler!

E acabo assim o meu comentário,
Esperando por uma nova Roda de Leitura,
À volta de um texto dramático
O que irá ser uma grande aventura!

 

Cátia Pinto - nº 5 - 11º B

 

post-scriptum às 17:58

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Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

RODA DE LEITURA

...À RODA DA POESIA DE CESÁRIO VERDE

 

                       1855-1886

 

«E a mim, não há questão que mais me contrarie

  Do que escrever em prosa.»

     .....................................................................

 

«E apuro-me em lançar originais e exactos,

  Os meus alexandrinos...»

 

                                           Contrariedades, 1876

 

 


 

      E os alunos também se apuraram em lançar as suas vozes,

       dando voz às palavras do Poeta...

 


 

  Ana Carolina & Ana Xavier

 

  

 

Leitura do poema «Arrojos»...

Uma leitura bem expressiva e bem ritmada.

Foi a preferida pela maior parte dos alunos!

 

 

               Patrícia

 

    

 

Leitura do poema «Deslumbramentos»

Uma excelente interpretação a solo...

                                       

Como escreveu Octávio Paz:

«Cada leitor é outro poeta...»

 

 

      Sílvia & Janaína

 

   

 

Leitura do poema «Flores Velhas».

De facto a leitura expressiva do poema

é também um trabalho de criação poética!

 

 

     Sofia & Edgar

 

    

 

Leitura do poema «Vaidosa».

                                       

Um belo dueto!...

O Edgar interpretou muito bem as palavras do Poeta. 

 

 

                Cátia 

 

      

 

Leitura do poema «Deslumbramentos».

                                                            

A melhor maneira de compreender um poema,

é ouvi-lo... E a Cátia leu muito bem!

 

 

            João & Nuno

 

     

 

Leitura do poema «De tarde».

Uma leitura bem colorida.

                                        

Só faltou o ramalhete rubro de papoulas...

(nas mãos do Nuno, claro!)

 

 

                 Rafael

 

           

 

Leitura do poema «Arrojos».

Uma interpretação masculina e arrojada!...

 

                      

           Micaela

 

   

 

Leitura do poema «A Forca».  

Voz expressiva e bem modelada...

                                                                   

 

 

                Vasco

 

     

 

Leitura do poema «Cinismos».

E o leitor, dando voz às palavras do Poeta:

«E eu hei-de, então, soltar uma risada.»

E soltou mesmo...

 

 

    João & Ana Luísa

 

 

 

Leitura do poema «A Débil» em versão dialogada :

 

«Eu, que sou feio, sólido, leal,

A ti, que és bela, frágil, assustada,

Quero estimar-te, sempre, recatada

Numa existência honesta, de cristal.»

 

 

            Ana Luísa

 

   

 

Leitura do poema «Heroísmos».

Uma interpretação carregada de melancolia

numa voz cheia de melodia...

                                        

 

          Francisco

 

    

 

Leitura do poema «Lágrimas».

«Um banho de água salgada»!...

 

 

  Renato & Henrique

 

  

 

Leitura do poema «Nós».

                                    

O poema foi escolhido pelo seu realismo. 

Uma escolha interessante!

 

 

               Raquel

 

   

 

Leitura do poema «Num Álbum».  

O último do «Livro de Cesário Verde»...      

                                              

 

               Renato

 

 

 

 Leitura de um poema sem título, dedicado

 a uma «beleza escultural, grega, simpática».

 Uma leitura inspirada!...

                                               

post-scriptum às 00:09

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Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

HOMENAGEM POÉTICA DE FERNANDO PESSOA

              A CESÁRIO VERDE

 

                     

 

   «Ao entardecer, debruçado pela janela,

  E sabendo de soslaio que há campos em frente,

  Leio até me arderem os olhos

  O livro de Cesário Verde.

 

  Que pena que tenho dele! Ele era um camponês

  Que andava preso em liberdade pela cidade.

  Mas o modo como olhava para as casas,

  E o modo como reparava nas ruas,

  E a maneira como dava pelas coisas,

  É o de quem olha para as árvores,

  E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando

  E anda a reparar nas flores que há pelos campos...»

 

                                       Alberto Caeiro, Poemas

 

                                       

 

 Ah o crepúsculo, o cair da noite,

 o acender das luzes nas grandes cidades

 E a mão de mistério que abafa o bulício,

 E o cansaço de tudo em nós que nos corrompe

 Para uma sensação exacta e precisa e activa da Vida!

 Cada rua é um canal de uma Veneza de tédios

 E que misterioso o fundo unânime das ruas,

 Das ruas ao cair da noite, ó Cesário Verde, ó Mestre,

 Ó do «Sentimento de um Ocidental»!

 

                                      Álvaro de Campos, Poesias

                                              

post-scriptum às 21:21

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ESCOLA SECUNDÁRIA DE PALMELA


Este blog persegue os objectivos do «Plano Nacional de Leitura» e promove, paralelamente, a participação da Escola Secundária de Palmela no «Projecto Ler Consigo» da Associação de Professores de Português/APP.

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