Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

RODA DE LEITURA... À roda da poesia de FERNANDO PESSOA

«ante a ficção da alma e a mentira da emoção...»

 

 «Não sei ser triste a valer», leu o Tiago.

 

«Aqui ao leme sou mais do que eu»

 

 «O Mostrengo» lido pela Maria João...

                                               

E a Ana Gonçalves (que não queria ser «fotografada»!...) leu um poema de Fernando Pessoa ortónimo, «Quando estou só reconheço (...) que existo entre outros que são como eu...»

 

Também o Diogo Silvestre e a Jessica leram poemas de  Fernando Pessoa, outros poemas, que não os originalmente escolhidos... Mas valeu o esforço, «valeu a pena, que a alma não é pequena»!...

 

 

«Com um lenço branco digo adeus

  aos meus versos que partem para a humanidade»

 

 

                                               E a Cátia leu os versos  do Alberto Caeiro

                                            «Esse é o destino dos versos», serem lidos!

post-scriptum às 23:38

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RODA DE LEITURA... À roda da poesia de FERNANDO PESSOA

«O Menino da sua Mãe»

 

 «Que volte cedo, e bem!»,

                                                   leu a Ana Catarina.

                                                                 

 A «Prece» ou «Mensagem» da Ana Rita:

                                                 "(...) conquistemos a Distância",

                                                 logo seguida da leitura da Raquel,

                                                «Antes de nós mesmos nos arvoredos»

                                                 (Ricardo Reis)

post-scriptum às 23:29

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RODA DE LEITURA... À roda da poesia de FERNANDO PESSOA

Um «Apontamento» de Álvaro de Campos

 

   

«Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram»,

 voz enrouquecida e leitura bem expressiva da Sofia.

post-scriptum às 23:20

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RODA DE LEITURA... À roda da poesia de FERNANDO PESSOA

     

«Se alguém pensasse na vida, morria de pensamento»,

   leu a Ana Leal.

 

E a Patrícia, que estava mesmo ao lado da Ana?...

A Patrícia leu, de Alberto Caeiro, «Passei toda a noite sem dormir, vendo a figura dela...»

Leu lindamente, como sempre, com muita intuição   interpretativa, com «alma de poeta»!... (Não quis ser fotografada.) 

post-scriptum às 23:00

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RODA DE LEITURA... À roda da poesia de FERNANDO PESSOA

«Não tenhas nada nas mãos

  Nem uma memória na alma»

 

 «Segue o teu destino...» dito pela Janaína

 

Ou como escreveu Alexandre O'Neill, «Sigamos o cherne»...

 

«Sigamos o cherne, minha Amiga!...
Desçamos ao fundo do desejo
Atrás de muito mais que fantasia
E aceitemos, até, do cherne um beijo,
Senão já com amor, com alegria ...

Em cada um de nós circula o cherne,
Quase sempre mentido e olvidado.
Em água silenciosa de passado
Circula o cherne: traído
Peixe recalcado ...

Sigamos pois o cherne, antes que venha,
Já morto, boiar ao lume de água,
Nos olhos rasos de água,
Quando, mentindo o cherne a vida inteira,
Não somos mais que solidão e mágoa...»

Ouçamos pois Alçada Baptista dizer Alexandre O'Neill e «seguir o cherne» acompanhado de Maria Bethânia que canta Ricardo Reis e «segue o seu destino»...

 http://www.youtube.com/watch?v=V5dEZDMjOWU

 

 

«Esta Roda de Leitura, tal como seria de esperar, foi muitíssimo divertida e interessante. Com a poesia de Fernando Pessoa (ortónima e heterónima) cada um leu expressivamente o poema escolhido e apresentou aos restantes participantes. Uma das coisas que achei interessante foi o facto de ter havido uma maior adesão, uma maior preferência para a poesia ortónima e para o heterónimo Alberto Caeiro. Evidenciando assim uma oposição de ideologias, uns preferiram o lado racional de Pessoa, outros a perspectiva sensacionista dos poemas de Caeiro. Foi divertido escutar como cada um declamava o seu poema, uns com mais alegria, outros mais melancólicos, dependendo da temática representada. Como Maria Bethânia e Alçada Batista, apesar de ambos os poemas se focalizarem numa temática semelhante, o destino, a vida, o cherne, ambos os declamam e expressam de formas diferentes. Essa diferente expressão, na minha opinião deve-se ao facto de os dois poemas terem formas de ver e viver a vida quase antagónicas. Pergunto-me, qual delas será a melhor?... Penso que devemos adoptar a de O´Neill...

Sigamos pois o cherne, antes que venha boiar ao lume de água…»

 

Janaína Maurício - nº15 - 12ºA

 

post-scriptum às 17:21

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RODA DE LEITURA... À roda da poesia de FERNANDO PESSOA

«A espantosa realidade das coisas

  É a minha descoberta de todos os dias.»

 

 «Gato que brincas na rua»

                                                  lido expressivamente pela Sílvia  

                                                  que depois fez o seguinte comentário:

 

«Esta última Roda de Leitura em homenagem a Fernando Pessoa foi deveras gratificante. Afinal, é sempre um prazer ler e ter oportunidade de interpretar os poemas deste poeta excepcional, aliás, um verdadeiro intelecto invulgarmente genial, talvez incompreensível (não esqueçamos que o estudo sobre ele até serviu de tese de muitos mestrados!). Foi muito enriquecedor ouvir não só os poemas do ortónimo, mas também os dos heterónimos, pois nunca é demais depararmo-nos com a superioridade, com a magnitude deste indivíduo, que consegue multiplicar-se em pessoas tão distintas e com índoles tão contrastantes.

Foi uma honra ter participado.» 

                                                                               Sílvia Diniz - nº 29 - 12ºA 

post-scriptum às 17:02

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RODA DE LEITURA... À roda da poesia de FERNANDO PESSOA

«A poesia é a emoção expressa através do pensamento.»

 

«Tenho tanto sentimento...»                   

  leu a Ana Luísa, «com sentimento»!...

 

«Porque o único sentido oculto das coisas

  é elas não terem sentido oculto nenhum»

 

 «O mistério das coisas, onde está ele?...» 

                                          Foi assim que o Mário leu Alberto Caeiro.

 

De registar igualmente a participação da Carina Batista e do Miguel Lobo que também leram poemas de Alberto Caeiro.

 

Ah! E a Ana Lisboa e a Sara Beatriz, que transformaram um simples momento de leitura num «dueto» admirável!...

 

Quanto à Ana Sofia, essa teve o gosto de ouvir ler o seu poema preferido pela Prof.ª Margarida Teixeira.

post-scriptum às 16:39

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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

RODA DE LEITURA... À roda da poesia de FERNANDO PESSOA

Escolher um poema de Fernando Pessoa (o preferido) e partilhá-lo com os outros, lendo-o expressivamente, em voz alta, não foi afinal tarefa impossível, nem sequer difícil para os participantes nesta «Roda de Leitura»!...

 

De facto cada leitor torna-se poeta ao dar voz às palavras do Poeta...

Foi o que aconteceu com a Prof.ª Margarida Teixeira:

                                                                                                        «Não sei se é sonho, se realidade» 

 

Ou, no caso do Prof. João Ribeiro, que até nem é "devoto" de Fernando Pessoa, mas que nos leu o poema «Liberdade» com a magnanimidade típica de um professor de Português!

       «Ler é maçada, estudar é nada.» 

post-scriptum às 19:34

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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

RODA DE LEITURA... À roda da poesia de FERNANDO PESSOA

 Almada Negreiros, Retrato de Fernando Pessoa, 1964

 

«Pedem-me o impossível: que escolha um só texto de Pessoa, o meu preferido. Mas como posso escolher um texto deste autor tão plural? Impossível.» 

(resposta de Paula Morão, Professora Catedrática da Faculdade de Letras de lisboa e Directora da Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas)

post-scriptum às 15:53

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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

FERNANDO PESSOA(s)

«Com uma tal falta de literatura, como há hoje, que pode um homem de génio fazer senão converter-se ele só, em uma literatura?

Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou, quando menos, os seus companheiros de espírito?»

 

                         Júlio Pomar, Triplo Retrato de F. Pessoa, 1982

 

 

 

«Dar a cada emoção uma personalidade, a cada estado de alma uma alma.»

 

 

                         Costa Pinheiro, F. Pessoa - Heterónimo, 1978

 

post-scriptum às 22:18

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RODA DE LEITURA... À roda da poesia de FERNANDO PESSOA

Assinalando os 120 anos do nascimento do Poeta

 

 

                             

   

 

«Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
  Não há nada mais simples.
  Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
  Entre uma e outra todos os dias são meus.»

 

 

O que mais se pode dizer além disto? Muita coisa, o grande poeta merece que se conheçam os trabalhos que foram feitos por ele e embora «todos os dias fossem dele», a obra é nossa. Foi o seu legado.

É possível conhecer e homenagear o poeta através da leitura dos seus poemas. Escolha um poema de Fernando Pessoa (o seu preferido) e venha partilhá-lo connosco, lendo-o e comentando-o.

post-scriptum às 17:54

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ESCOLA SECUNDÁRIA DE PALMELA


Este blog persegue os objectivos do «Plano Nacional de Leitura» e promove, paralelamente, a participação da Escola Secundária de Palmela no «Projecto Ler Consigo» da Associação de Professores de Português/APP.

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